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O BRASIL SOB A ÓTICA DE UMA PREFEITA REELEITA

O BRASIL SOB A ÓTICA DE UMA PREFEITA REELEITA

Foto: Manuel Caetano

Já estamos quase na Páscoa, e parece que foi ontem que iniciamos o novo governo! Passava-me pela cabeça que após as eleições, depois de formada a nova equipe, nosso ritmo de trabalho seria mais sereno.

Foi então que, ao ler um livro que fala sobre as leis da liderança, descobri que quanto maior a sua responsabilidade, quanto maior a confiança das pessoas em você, maior deve ser o seu sacrifício. Essa descoberta para mim, de certa forma foi um alento. Porque pude finalmente parar de achar que estava trabalhando demais, como me diziam familiares e amigos mais íntimos. E finalmente fiquei em paz com minhas horas intermináveis de trabalho dentro e fora da Prefeitura.

A partir de então tenho confrontado uma nova luta diária, esta que quer agora vencer o conformismo de que os segundos mandatos de prefeitos reeleitos sempre têm desempenho mais modesto que os primeiros.

Não, não foi por isso que eu e o Paulinho colocamo-nos à disposição da população de Bombinhas mais uma vez. Se assim o fizemos foi porque sonhos coletivos ainda não realizados pulsam latejantes em nossas veias, e porque sabemos que somos capazes de realiza-los.

Mas confesso que escolher o caminho da vida pública nos dias de hoje, no meio da maior crise institucional já conhecida do Brasil democrático, é para poucos.

Na semana passada, ao retornar de Brasília, onde deputados federais e outros políticos de expressão nos acompanhavam no mesmo voo, pude observar o olhar de desdém e os comentários pejorativos que as outras pessoas faziam sorrateiras, na espreita, observando-os de canto de olho. Eu, que conhecia os parlamentares, alguns dos quais nutro grande admiração e respeito por saber da sua extrema dedicação ao povo catarinense, me pus a refletir numa tristeza ressentida, quase com raiva daquelas pessoas que eu sequer conhecia, e que estavam a murmurar perto de mim. Claro, elas não sabiam que eu também era “do meio político”. Minha tristeza foi tal que apagou por completo meus ímpetos, quem me conhece sabe que não sou de me calar diante do que considero injusto. Mas naquele momento, simplesmente emudeci triste.

É preciso que alguém diga as pessoas que existem sim muitos e muitos políticos comprometidos com o nosso país. Que nesse ambiente existem homens e mulheres honestos, e são muito mais do que os corruptos. É preciso que a sociedade consiga se preparar para separar o joio do trigo, antes que os bons se enojem e joguem a toalha. Precisamos de um líder nacional, que coloque a nossa nação no prumo e nos devolva a esperança.

Aqui em Bombinhas, onde nossa aprovação beirou os 80%, somos reconhecidos e aplaudidos pelo nosso povo, que nos acompanha, cobra e incentiva diariamente nossas ações. Porque as pessoas conseguem discernir quando tem informação coerente. Mas no ambiente nacional parece tudo nebuloso.

Penso que o maior desafio que nos cabe no momento é promover um método de discutir com profundidade uma reforma política verdadeira, acompanhada da reforma da máquina pública, do Estado. Precisamos nos organizar enquanto sociedade, tarefa que pode e deve ser assumida pelos municípios, quem sabe por intermédio de suas associações de classe.

Nosso país é maravilhoso, rico de tudo, mas precisa ser passado a limpo. E cada um de nós, cidadãos brasileiros, tem a sua parcela de responsabilidade nesse cenário.

Nesse segundo mandato estamos nos dedicando muito a cada centelha de problema que devemos superar em nome do bem comum da população bombinense, mas também queremos “meter a colher nesse angu”. Queremos ter a chance de lutar por um novo Brasil, mais ético, mais justo, mais igual. Sim, porque nós merecemos. Porque o Brasil merece. Porque se queremos um futuro digno para nossos filhos e netos, não temos escolha.

Fonte: Prefeitura Municipal de Bombinhas