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'Parlamentares votaram de acordo com a sua convicção', diz Alckmin sobre rejeição de denúncia contra Temer

'Parlamentares votaram de acordo com a sua convicção', diz Alckmin sobre rejeição de denúncia contra Temer

Alckmin em evento em São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (3) que os deputados federais agiram conforme suas consciências e convicções na votação que rejeitou a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB). O tucano também defendeu a mesma mobilização na Câmara para a aprovação das reformas, como a da Previdência e a política.

“O partido liberou a questão. Os parlamentares votaram de acordo com a sua convicção”, disse, ao ser questionado sobre um possível racha no PSDB. Na sessão de quarta, 21 deputados tucanos votaram contra Temer, outros 22 a favor do presidente (contra o prosseguimento da denúncia); e 4 se ausentaram da sessão, o que, na prática, ajudou o governo.

Durante a sessão, o próprio líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (PSDB-SP), votou contra o governo e orientou a bancada a votar pelo prosseguimento da denúncia para o Supremo Tribunal Federal.

A denúncia foi rejeitada por 263 votos a 227. Dos 47 deputados do PSDB, 21 votaram contra o relatório de Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomendou a rejeição da denúncia. Ou seja, esses 21 deputados votaram contra o presidente Temer.

Questionado se o PSDB é considerado um partido traidor do presidente Temer, Alckmin disse: “Primeiro, não merece nem resposta isso. O PSDB tem compromisso com o Brasil, tem compromisso com o povo brasileiro. Aliás, se dependesse de mim, lá no início não teria nem participado do governo, embora deva ajudar”.

O PSDB é um dos principais partidos da base aliada de Temer e comanda quatro ministérios atualmente: Relações Exteriores (Aloysio Nunes), Cidades (Bruno Araújo), Direitos Humanos (Luislinda Valois) e Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy).

 

Reformas

 

Alckmin também defendeu a aprovação das reformas, entre elas a política. “Já que houve uma grande demonstração de mobilização, de empenho, vamos aproveitar essa mobilização para rapidamente aprovar as reformas e podermos avançar. Inclusive, quero chamar a atenção para a reforma política. Ela é essencial”.

Para o governador, “os fatos dos últimos anos estão mostrando o esgotamento, a falência do modelo político brasileiro”. “E ele precisa ser alterado até setembro, porque, senão, não vai valer para a próxima eleição e aí você vai ter mais quatro anos desse modelo. Então, tem que aproveitar esse momento para a gente tentar agir rapidamente.”

“Quando você tem 34 partidos, e mais 34 em fase de registro, evidente que essa fragmentação leva à fragilização partidária de todos, não só do PSDB”, afirmou.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/parlamentares-votaram-...