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Com índice de queda, Distrito Federal é exceção no quadro do desemprego

Com índice de queda, Distrito Federal é exceção no quadro do desemprego

A taxa de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu significativamente em 24 das 27 unidades da Federação no segundo trimestre de 2016. Em 20 estados, o desemprego bateu recorde, apontam dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada ontem. O rendimento médio habitual dos brasileiros também caiu, no período, de R$ 2.058, para R$ 1.972.

No Distrito Federal, no entanto, o quadro foi diferente. A taxa de desemprego ficou estável no confronto com o ano passado. E baixou de 11,2% para 10,9% na comparação com o trimestre anterior. O rendimento médio teve incremento: de R$ 3.548 para R$ 3.613. O fato, de acordo com Cimar Azeredo, do IBGE, se deve às características da capital do país, onde os ganhos médios dos empregados do setor privado é de R$ 3.679 e, no setor público, de R$ 8 mil. No caso do funcionalismo nos estados, é de R$ 3.137.

No DF, 557 mil pessoas têm carteira de trabalho assinada. E 89 mil não têm vínculo empregatício. O desemprego total no Brasil, que ficou em 11,3% na comparação entre os trimestres, pegou alguns economistas de surpresa. Cesar Bergo, sócio-consultor da Corretora OpenInvest, esperava no máximo 10%. “Os empresários ainda não viram sinais claros de que o presidente interino, Michel Temer, vai cumprir suas metas”, explicou.

Para o economista, 2016 será um ano perdido. “É possível que novembro e dezembro sejam melhores. Crescimento sustentável, só mesmo a partir de março de 2017, dependendo das medidas da equipe econômica, que só deverão vigorar após as eleições. Depois de outubro, o povo pode preparar o bolso para mais um impostos”, ironizou.

O fato de Brasília estar melhor do que a média do país não significa que não existam problemas aqui. Daniel Anjos, 18, já teve experiência como garçom na Bahia. Há seis meses, porém, só conseguiu bicos na profissão, sem carteira assinada. Recebe em torno de R$ 700 mensais. Apesar de morar sozinho, com poucas despesas, a falta de uma renda fixa o atrapalha. “Tenho ensino médio completo. Quero fazer faculdade de direito. Mas, enquanto não conseguir o emprego, não dá para pagar”, lamentou.

Douglas Nery, 24, tem esposa e dois filhos para sustentar. “Faço bicos de tudo que me sugerem: marceneiro, pedreiro, instalador de pisos”, disse. Douglas foi demitido de uma loja de pneus há quatro meses. Desde então, as dívidas se acumularam. “Com R$ 600 por mês, é complicado”, comentou. (VB -Correioweb)