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Um novo ciclo administrativo no Brasil

Um novo ciclo administrativo no Brasil

Foto: Divulgação

Começamos um novo ciclo administrativo municipal no Brasil, sem sombra de dúvidas o mais importante politicamente, por formar a base da pirâmide da democracia Brasileira.

Hoje são 5570 Municípios no Brasil, dos quais apenas 1350, aproximadamente, terão continuidade na administração, pois os atuais administradores(as) se reelegeram. Isto significa que aproximadamente 4200 Municípios terão novos(as) gestores(as).

Temos sido exaustivamente alertados por analistas quanto à crítica situação econômica em que se encontra a maioria dos Municípios Brasileiros.

Nós, da ABRAP, enxergamos uma grande oportunidade para os(as) novos(as) gestores(as)  ao encarar este enorme desafio, já que o sucesso nessa empreitada, trará grande destaque político. Haverá um choque de gestão para colocar em ordem as finanças públicas e implementar uma visão inovadora na administração, ao mesmo tempo em que será executado o plano de governo apresentado os eleitores durante a campanha eleitoral.

Muito(as) gestores(as) municipais terão de recorrer a um discurso consubstanciado na herança de uma terra arrasada e no caos das contas herdadas pelo antecessor. Porém esse discurso terá uma validade curta perante o eleitorado.

Os(as) eleitores(as) esperam que seus administradores(as) adotem uma política de gestão eficiente a curto, médio e longo prazo que traga resultados práticos tanto no campo administrativo como no campo financeiro do Município.

Os(as) novos(as) Prefeitos(as) terão que enfrentar uma realidade, que muitas vezes acomete os Municípios: enormes vícios administrativos que partem do corpo de servidores estáveis, que, em grande parte, são avessos a mudanças administrativas, conhecidas como choques de gestão, as quais os tiram da zona de conforto adotada por anos seguidos na mesma rotina.

Qual deve ser a postura de um(a) administrador(a) moderno(a) diante desta situação? Em primeiro lugar, antes de tomar qualquer atitude, ele(a) deve diagnosticar quais os pontos fortes e quais os pontos fracos de cada setor, nunca desprezando a oitiva dos que fazem parte da administração por muito tempo e, portanto, são dotados de valiosa experiência. Após este diagnóstico, ele(a) deve traçar um plano administrativo instituindo metas de desempenho para cada área da administração.

Esta estratégia a ser adotada pelos(as) novos(as) gestores é crucial, pois se medidas inovadoras e eficientes não forem implementadas, o resultado será frustrante, porque quatro anos passam muito rápido no que tange à dimensão dos problemas a serem enfrentados.

Desejamos a todos uma profícua gestão com o nosso apoio técnico e jurídico, o qual visa sempre a modernização da Administração Pública Municipal e o sucesso dos gestores(as) locais.

 

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